domingo, 26 de julho de 2015

Santinha

(Escrito em 02 de abril de 2014)

Há alguns meses, ganhei uma santinha da minha sogra. Ela foi à Nossa Senhora Aparecida, e trouxe uma santa para mim. Apesar de não-católica, adoro os presentes (todos: religiosos ou não) da sogra e a santa está na minha mesa, ao lado da tela do computador.

A santa veio embrulhada num plástico transparente, e permanece, ali.

À noite, a santa caiu (na mesa mesmo) e não percebi.

Pela manhã, o pai passou no quarto, pra dar um beijo antes de sair para trabalhar.

Saiu do quarto e voltou. Pegou a santinha na mão, olhou pra cara dela:

- Você estava caída, santa. Pronto, eu te coloco em pé de novo.

- Não tinha percebido, pai.

- E porque a santa está embrulhada?

- Porque é um plástico transparente, e está protegendo.

- E porque você não tira o embrulho?

- A santa não vai morrer sufocada, pai.

- Porra, santinha - olhando pra santa - coitada de você. Fica aí, então. Caída e embrulhada.

Pronto, tirei o embrulho. Agora, ela pode respirar aliviada.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 115

Hoje é segunda-feira. São 08:14h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 114

Hoje é sexta-feira. São 08:08h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

Paciente chegou.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Em observação, no Infnet - 7

Hoje é quarta feira. São 8:58h.

Estou sentada, no auditório, no INFNET.

Ao meu lado direito, um vão por onde as pessoas passam.


- Bom dia. Bom dia. Bom dia. Oi, bom dia.

Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, um vão por onde as pessoas passam.


Um homem passa na minha frente. É branco, magro, alto, cabelo castanho claro e curto. Veste calça jeans e blusa social beje e tênis branco.

Nélio passa na minha frente e ficamos conversando. Nélio sai. Retorna.

- Bom dia. Tudo bem? Seja bem vindo.

Marina entra.

Nélio passa na minha frente. Senta ao meu lado esquerdo.

-Ah, conheço. Caraca.

Marina entra.

(...)

São 14:25h.

Estou no INFNET, sentada na recepção.

Ao meu lado esquerdo, parede. Ao meu lado direito, um banco vazio. Na minha frente, um vão por onde as pessoas passam.

- Tou. Vai com Deus.

- Obrigado.

Hugo sai.

- Oi. Tudo bem?

- Olá.

- Oi.


Nádia, Raquel e Daniele passam na minha frente e saem.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Em observação, no escritório do pai - 22

Hoje é terça-feira. São 18:10h.

Estou no escritório do pai, sentada à mesa dele, na sala dele.

Ao meu lado direito, uma mesa com várias coisas em cima. Ao meu lado esquerdo, um vão por onde as pessoas passam. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O celular bipa. E-mail da Marcela que chegou.

Volto ao silêncio.


domingo, 12 de julho de 2015

Em observação, no Shopping Tijuca

Hoje é domingo. São 15:37.

Estou no Shopping Tijuca, sentada na praça de alimentação.

Ao meu lado direito, uma cadeira vazia. Ao meu lado esquerdo, um corredor por onde as pessoas passam. Na minha frente, um corredor por onde as pessoas passam.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Um homem passa ao meu lado esquerdo. É branco, alto, magro.

Hanna vem ao meu lado esquerdo.

Um casal passa ao meu lado esquerdo.

Três mulheres e dois homens passam ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo. É branca, baixa, magra, cabelo preto, liso e 
curto. Veste blusa de mangá, estampada.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo esquerdo. É branca, baixa. Passa novamente.

Um homem passa ao meu lado esquerdo.

sábado, 11 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 113

Hoje é sábado. São 9:04h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com meu celular em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 112

Hoje é quinta-feira. São 8:11h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O celular bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Whatsapp da Denise.

Volto ao silêncio.

Paciente chegou.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 111

Hoje é quarta-feira. São 7:52h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Mensagem no whatsapp e notificação da agenda.

Volto ao silêncio.


sábado, 4 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 110

Hoje é sábado. São 13:28.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 109

Hoje é sexta-feira. São 9h22.

Estou no Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

O celular bipa. Whatsapp da tia Telma.

Volto ao silêncio.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Em observação, nAs Claras - 9

Hoje é quarta feira. São 11:56.

Estou nas Claras, no Espaço Itanhangá, sentada à mesa.

Ao meu lado esquerdo, uma mureta. Ao meu lado direito, um corredor por onde as pessoas passam. Na minha minha frente, uma cadeira vazia.

Um homem passa ao meu lado direito. Passa novamente. É branco, alto, magro. Tem cabelo branco e curto. Usa óculos.