- Oi, você é a Luana? - Sim, boa tarde. Qual o nome da senhora? - Calma, eu perguntei primeiro o seu nome e depois ia dizer o meu. Você tem ansiedade? - Não, não. - Mas parece. O meu nome é Ana Paula. - Prazer, doutora Ana Paula. - Você veio fazer esses exames aqui, né? - Sim senhora. - Trouxe exames anteriores? - Não, não. - Pois deveria, né? - Desculpa, já tem muito tempo e eu esqueci. - Pois bem, vamos ver a sua saúde. É exame de rotina? - Sim, de rotina. - Ok. Vai fazer o outro exame lá também, né? Com a outra técnica. - Sim. Eu quero ver o outro exame antes de te liberar, tá? Vai ter que aguardar e vai demorar. É só esperar. - Oi? Mas a senhora vai me entregar o outro exame hoje ainda? - Não. Eu só vou ver. Não sou eu que dou o laudo do outro exame. Eu só quero VER. Só ver. Pra ver se tem nódulo. Câncer mesmo. - Entendi. Mas é que eu não vou poder esperar. - Por que não vai poder esperar? Tem alguma coisa urgente? - É que eu vim no horário de almoço. Estou trabalhando. - Ah, avisa...