Em observação, no Uber - 107

Hoje é quarta-feira. São 12h40.

O celular bipa. Notificação do Uber. 

Estou no Uber, sentada. 

Ao meu lado direito, porta fechada e janela aberta. Ao meu lado esquerdo, um banco vazio. 

- Tudo bem, Renato? Muito obrigada. Tá bom. Muito obrigada. É. 

Na minha frente, um banco vazio. 

- Renato, eu coloquei número 56, mas vou ficar aqui nessa esquina. É. Pode. Quanto te devo? Aqui. Tira dez, por favor. Posso abrir aqui? Muito obrigada. Tchau. 

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