Em observação, no ônibus - 520

Hoje é terça-feira. São 16h09.

Estou no ônibus 415, sentada. 

Ao meu lado direito, uma janela fechada. Ao meu lado esquerdo, um banco vazio. Na minha frente, uma mulher sentada. Ela é negra, gorda, tem o cabelo preto, ondulado e curto. Veste um casaco azul. Olha para fora da janela. Come algo. Fecha um saco. Olha para fora da janela. Olha para baixo. Olha para fora da janela. 

O celular bipa. WhatsApp da Hanna.

A mulher sentada na minha frente tosse. Olha para baixo. Olha para fora da janela. Ela tem olhos pretos. Usa brincos de argola prateados. Coça as costas com a mão esquerda. Usa anéis prateados na mão esquerda. Suas unhas estão pintadas de roxo. Passa a mão esquerda pelo cabelo na parte de trás. Olha para fora da janela. Usa brincos de bolinha no segundo furo. Usa uma calça jeans e sapato baixo listrado. Carrega uma mochila preta. Levanta e sai. 

Agora, na minha frente, um banco vazio. 

Um homem senta na minha frente. Ele é branco e magro. Tem o cabelo preto, encaracolado e cheio. Usa óculos de grau de armação prateada. Veste uma blusa social quadriculada cinza, branco e preto. Tem a barba por fazer. Conversa com o homem sentado ao seu lado esquerdo.

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