sábado, 31 de outubro de 2015

Em observação, no salão Ale Coiffeur - 4

Hoje é sábado. São 14:00h.

Estou no salão Ale Coiffeur, sentada em uma cadeira.

Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia. Ao meu lado direito, uma mulher está sentada, fazendo unha do pé. É branca, magra, alta. Tem o cabelo castanho, comprido e liso. Veste calça legging preta e blusa azul.

Ela ri.

-É.

Nádia senta ao meu lado esquerdo. Ela é branca, magra, baixa. Tem o cabelo castanho, curto e cacheado. Usa óculos. Veste calça preta, blusa preta e avental preto.

- E ta doendo esse aí.

- Quero não, amor. Obrigada.

- Coitada dela. Não. E não vai almoçar.

- É o branquinho. Não é esse? Não é esse? Não o transparente. Qual que é? Tem outro novo aí? Passa por cima. Ah, tá.

Nádia sai do meu lado esquerdo.

A mulher ao meu lado direito pega o celular. É um iPhone.

Boceja. Mexe nas unhas da mão.

Nádia senta ao meu lado esquerdo.

- Tudo. Não fui ao Beto carreiro. Só fui a essa praia aí. Mas isso há muitos anos atrás. Você vai pra Aparecida e depois vai pró sul? Volta? Volta pra são Paulo? Ah, ta. Na estrada do Rio vai pra onde? Eu venho de onde? A Dutra vai pra onde? Ah, volta... Ah, eu pensei que fosse... É no ônibus que eu fui uma vez pra são Paulo, na dutra, jogaram uma pedra, e eu tava assim, coisou no rosto do homem.

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