segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 142

Hoje é segunda-feira. São 19:57h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

sábado, 28 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 141

Hoje é sábado. São 11:04h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Em observação, na dentista - 6

Hoje é sexta feira. São 07:44h.

Estou no consultório da dentista, sentada na recepção.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com uma almofada em cima. Na minha frente, um corredor por onde as pessoas passam.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Em observação, no Infnet - 12

Hoje é segunda feira. São 16:52h.

Estou sentada no auditório do INFNET.

Ao meu lado direito, uma mesa e cadeira. Ao meu lado esquerdo, uma porta por onde as pessoas passam. Na minha frente, um vão por onde as pessoas passam.

Fábio passa pela porta e entra. Passa pela porta e sai.

- Tchau, vai com Deus. Até amanhã.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Em observação, na Avenida das Américas

Hoje é sábado. São 08:19h.

Estou na Avenida das Américas, sentada no ponto do ônibus em frente ao Barra Shopping.

Ao meu lado direito, um banco vazio. Ao meu lado esquerdo, um vão. Na minha frente, um corredor por onde as pessoas passam.

Um homem passa na minha frente. É negro, alto, magro, cabelo preto, curto. Veste bermuda branca, quadriculada, blusa laranja e tênis branco. Passa na minha frente novamente.

Uma mulher para no vão ao meu lado esquerdo.

Um homem passa na minha frente. É negro, alto, magro, cabelo preto, curto. Veste bermuda branca, quadriculada, blusa laranja e tênis branco. Passa novamente.

Um homem passa na minha frente.

Um homem passa na minha frente. É mulato.

Uma mulher passa na minha frente. É negra, alta, magra, cabelo curto tipo black power. Passa novamente.

Uma mulher passa na minha frente e senta ao meu lado direito. É branca, baixa, magra.

Um homem passa na minha frente.

A mulher ao meu lado direito levanta e sai.

A mulher ao meu lado esquerdo sai.

Uma mulher passa na minha frente. É branca, magra, alta e loira, com cabelo liso. Usa óculos escuros. Veste calça jeans, blusa estampada, chinelo.

Um homem passa na minha frente. É branco, magro, alto, cabelo castanho e usa óculos escuros. Veste calça preta, blusa azul e tênis vermelho.

Uma mulher passa na minha frente. É branca, baixa, magra, loira, cabelo liso e usa óculos. Passa novamente.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 140

Hoje é quinta-feira. São 19:49h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

sábado, 14 de novembro de 2015

Em observação, no salão Ale Coiffeur - 5

Hoje é sábado, são 10:43h.

Estou no salão Ale Coiffeur, sentada.

Ao meu lado direito, Zenilda. Ao meu lado esquerdo, Damiana. Na minha frente, um espaço vazio.

Zenilda: - Sério. Só saio pra comer. Sou igual criança. Eu amo. Como frango a passarinho, linguiça, batata frita. No outro dia, minha irmã disse. Ah, eu como. Ali naquele barzinho aqui a gente divide uma costela no bafo. É o namorado? O filho? Quantos anos tem teu filho? 18? Ah... É assim mesmo, ta aprendendo ainda. Existe gente pra casar?

Zenilda é branca, magra, baixa, cabelo curto, liso, castanho. Veste um macacão curto, azul, florido. Ela tosse.

Zenilda: - Muito gozado, cara. Esses adolescentes. Quantos anos ele tem? Educador físico? É um projeto? Tem. Apesar de que lá tem escola técnica. Ah é? Legal. Não sabia que lá tem não. Cruz vermelha. Eu te mandei um dois ou três lugares. Dá uma lida na porra porque eu não sei. Bom dia.

Damiana é mulata, alta, magra, cabelo preto, liso, preso num coque. Veste calça e blusa preta.

Zenilda: - Com certeza. Lá em casa é todo dia de besteirinha. Nossa, minha filha afora fandangos e eu também. Fala.

Zenilda ri.

Zenilda: - Até você explicar...

Zenilda ri.

Zenilda: - Vou contar pró meu pai é ótimo. Contando seu caso pra ele. Não... Ainda mais se ele for a favor do pai. Torcida toda do flamengo sabia. Pai tenho uma coisa pra te contar. Gente, pensou que tivesse... É horrível. O cero é tanta coisa. Depende do ângulo. Sempre tem. 

Zenilda ri.

Zenilda: - Cadê Margaret, não vem não? Ah... Eu sempre encontro ela aqui... A gente fica rindo ali fora, não encontrei com ela. Você viu aí? Ah, não gosto de tirar também não. Fica tudo borrado. Ah, já estou com fome. Mas chego em casa já está tudo pronto. Minha filha mais velha parece um coelho. Gosta de cenoura, beterraba, broto de bambu. Mas ela gosta. A outra não. A mais nova gosta de linguiça. Só gordice. Amanda é. Mas Amanda tem muito problema de estômago. Parece que sabe, né? Natureza. Deixo esse ou troco? Dá mais firmeza. Mentira, sério? Não, mas foi te falando aquele que você tava, estreitinho. Que dor de cabeça,  cara... Tem tanto grupo, porque tem que desligar. Cara, e às vezes eu não abro e tem 70 mensagens. Eu não consigo nem acompanhar. Não. Não foi não. Foi ela, a a Ana. Eu fiz assim, botei assim. Botei dentro. Foi ela que botou. É? Nossa... Quem, ele ou você? Também gostei. Diferente né?

Zenilda levanta e vai embora. Agora, ao meu lado direito esta vazio.

Damiana, ao meu lado esquerdo, fazendo a unha.

Damiana: - Ele é inteligente pra caramba. O Brasil da Dilma... Parece até a Dilma falando. Criança dessa idade....

Damiana ri e tosse.

Damiana: - Eles são fogo...

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Em observação, no Hospital São Lucas

Hoje é sexta feira. São 21:45h.

Estou no Hospital São Lucas, sentada na emergência.

Ao meu lado direito, uma cadeira vazia. Ao meu lado esquerdo, parede. Na minha frente, uma cadeira vazia.

O celular bipa. Whatsapp do André.

Agora são 22:42. Estou sentada na emergência do hospital.

Ao meu lado direito, uma cadeira vazia. Ao meu lado esquerdo, um corredor por onde as pessoas passam. Na minha frente, um corredor por onde as pessoas passam.

Um homem passa na minha frente e ao meu lado esquerdo.

Um homem e duas mulheres passam na minha frente.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa na minha frente.

Um homem e uma mulher passam ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo e na minha frente. É mulata, alta, meio gordinha.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo. É branca, baixa, magra. Tem cabelo castanho, liso, preso num coque. Veste calça azul.

Um homem passa na minha frente carregando uma cadeira de rodas. Passa ao meu lado esquerdo.

Três mulheres passam ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Um homem passa na minha frente.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo. É negra, baixa. Está grávida. Tem cabelo preto, preso em rabo de cavalo. Veste calça azul. Blusa azul. Sapato branco.

Dr. Marcelo passa ao meu lado esquerdo. Passa novamente.

Um homem passa ao meu lado esquerdo. É branco, alto, magro. Cabelo castanho escuro. Usa óculos. Veste calça jeans e jaleco.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo. É branca, baixa, magra, cabelo preto.

Um homem passa ao meu lado esquerdo. É branco, alto, magro. Cabelo castanho.

Uma mulher passa na minha frente.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo e na minha frente e senta ao meu lado direito.

Um homem passa na minha frente. É branco.

Um homem passa ao meu lado esquerdo. Passa novamente.

Dr. João passa ao meu lado esquerdo.

Um homem passa na minha frente.

Um homem passa ao meu lado esquerdo.

Um homem passa na minha frente.

Um homem passa ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

Um homem passa ao meu lado esquerdo. É branco, baixo, magro.

A mulher ao meu lado esquerdo levanta e sai.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo. É negra, baixa, magra. Tem cabelo preto num rabo de cavalo.

Um homem passa ao meu lado esquerdo e na minha frente. Passa novamente.

Um homem passa ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa na minha frente.

- Tou achando também. É...

Duas mulheres e um homem passam ao meu lado esquerdo.

Uma mulher passa na minha frente. É negra, baixa, magra.

Um homem passa na minha frente. É branco, baixo, magro. Passa novamente.

Uma mulher passa ao meu lado esquerdo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 139

Hoje é quinta feira. São 07:50h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O celular bipa. Whatsapp da Beatriz. 

Volto ao silêncio.

Paciente chegou.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 138

Hoje é quarta-feira. São 20:06h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

sábado, 7 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 137

Hoje é sábado. São 07:48h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

Paciente chegou.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 136

Hoje é sexta feira. São 19:49h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O celular bipa. Whatsapp da paciente.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Whatsapp da Sandra e da paciente e da Sandra e da paciente e da Sandra.

Volto ao silêncio.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 135

Hoje é quarta feira. São 07:52h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Em observação, no Psicologia e Coaching - 134

Hoje é terça feira. São 07:43h.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa.

Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Na minha frente, uma cadeira vazia.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.

O netbook bipa. E-mail que chegou.

Volto ao silêncio.