sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 36

Hoje é sexta-feira. São 10h21.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

O celular bipa. Mensagem do grupo “Confra de fim de ano” no whatsapp.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Mensagem do grupo “RH em ação” no whatsapp.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Mensagens do grupo “RH em ação” no whatsapp.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Mensagens do grupo “RH em ação” no whatsapp. Mensagem do grupo “Confra de fim de ano” no whatsapp.

Volto ao silêncio.

O celular bipa. Mensagens do grupo “RH em ação” no whatsapp. Mensagem do grupo “Confra de fim de ano” no whatsapp.

Volto ao silêncio.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Em observação, no Espaço da Mulher - 24

Hoje é quinta-feira. São 8h38.

Estou no Espaço da Mulher, sentada em uma mesa. Ao meu lado direito, mesa e cadeiras vazias. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 35

Hoje é quarta-feira. São 16h09.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes acesas e tudo silencioso.

O celular bipa: inbox da Carla.

O celular toca.

- Luana, boa tarde. Boa tarde. Isso, seria para você mesmo? Eu posso te fazer algumas perguntas? Qual o seu nome? Qual a sua idade, Felipe? E você mora aonde? Qual a sua escolaridade? E você tem experiência em bar, restaurante ou lanchonete? Entendi. Você pode mandar o seu curriculo para mim? Você tem o meu e-mail? Isso, esse mesmo. Tá ótimo então, Felipe, vou aguardar. Obrigada também. Tchau.

O celular bipa: inbox da Carla.

Volto para o silêncio.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 34

Hoje é terça-feira. São 14h14.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, Alexandre* faz um teste QUATI. Ele é branco, alto, um pouco acima do peso. É calvo e tem o cabelo curto, grisalho. Está debruçado, sobre a mesa, escrevendo o teste, com uma mão na testa. Coça o olho, volta a colocar a mão na testa.

Por aqui, tudo aceso e nós dois estamos silenciosos.

Coça o rosto, coça o pescoço, tem a mão, agora, apoiada no ombro. Continua fazendo o teste. Coça a orelha. Tem a mão apoiada sobre o queixo. Pousa a mão na mesa e vira a folha do teste. Tem uma mão apoiada na mesa. Pousa a mão no ombro esquerdo. Pega o copo d’água e bebe. Tem a mão apoiada sobre a mesa. Com a mão que está com a caneta, coça o rosto. Coça o rosto com a outra mão. Tem a mão apoiada sobre a mesa. Pousa a caneta sobre a mesa, e ajeita a blusa com as duas mãos. Pousa a mão sobre a mesa e balança a caneta com a outra. Vira a folha do teste, e apoia a mão sobre a mesa. Continua fazendo o teste. Coça o rosto, e apoia a mão no ombro esquerdo. Apoia a mão na testa. Coça o rosto com o dorso da mão. Apoia a mão no ombro esquerdo. Coça a bochecha. Apoia a cabeça na mão. Acaricia seu próprio rosto. Apoia a cabeça na mão. Coça o nariz. Apoia a mão no ombro direito. Coça o rosto com o dorso da mão. Vira a folha do teste. Coça o nariz. Tem a mão apoiada sobre a mesa. Batuca com a caneta sobre a mesa. Continua fazendo o teste.

Agora Alexandre* está fazendo a redação. Tem a mão apoiada sobre a mesa e escreve com a outra.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 33

Hoje é segunda-feira. São 10h46.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 32

Hoje é sábado. São 8h49.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 31

Hoje é sexta-feira. São 15h33.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Na minha frente, duas cadeiras vazias. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Em observação, no Espaço da Mulher - 23

Hoje é quinta-feira. São 10h21.

Estou no Espaço da Mulher, sentada à mesa. Ao meu lado direito, mesa e cadeiras vazias. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 30

Hoje é quarta-feira. São 12h59.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

O celular bipa. Mensagem do grupo RH EM AÇÃO do whatsapp.

Volto ao silêncio.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 29

Hoje é terça-feira. São 13h16.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, Luciana* faz uma redação. Ela é branca, magra, baixa, cabelo comprido, liso, castanho. Veste uma blusa de renda, branca. Está debruçada, sobre a mesa, escrevendo.

Por aqui, tudo aceso e nós duas silenciosas.

Ela coça o rosto. Apoia a mão na cabeça. Continua escrevendo. Joga o cabelo para a frente. Apoia a mão na cabeça. Ajeita o cabelo. Coloca a mão sobre a mesa. Continua escrevendo. Coloca o cabelo para trás da orelha, pousa a mão na boca. Pousa a mão sobre a mesa. Continua escrevendo. Coça o olho. Mexe no cabelo. Pousa a mão sobre a mesa. Continua escrevendo.

- Deixa eu ver se eu acabei. É, claro. Eu fiz 19.

- Tá ótimo. Não precisa ser 20 xiita.

- Tá ótimo. 19 tá bom, né?

- Tá perfeito.

Luciana acaba de fazer a redação. Tem a mão apoiada sobre a mesa. Acabou a redação. Me entregou.

- Tá ótimo, Luciana, muito obrigada. Na próxima semana, na próxima sessão eu te dou o laudo.

- Ta ótimo. Ah, deixa eu só te dar o cheque.

- Ah, é mesmo. Eu tinha até esquecido.

- É duzentos,né?

- É, isso mesmo.

- Aqui, obrigada, Luana.

- Obrigada eu.

Levo Luciana até a porta.

sábado, 18 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 28

Hoje é sábado. São 8h57.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 27

Hoje é sexta-feira. São 13h31.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

O celular bipa. Mensagem do whatsapp do grupo RH EM AÇÃO.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Em observação, no Espaço da Mulher - 22

Hoje é quinta-feira. São 9h02.

Estou no Espaço da Mulher, sentada em uma mesa. Na minha frente, duas cadeiras vazias. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Ao meu lado direito, uma mesa com várias cadeiras.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

O celular bipa. E-mail da Anna Lucia.

Volto ao silêncio.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 26

Hoje é terça-feira. São 17h32.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

O computador bipa. E-mail de candidato.

Volto ao silêncio.

O computador bipa. Menção da Monike no facebook.

Volto ao silêncio.

O computador bipa. Menção da Monike no facebook.

Volto ao silêncio.

O computador bipa. Menção da Monike no facebook.

Volto ao silêncio.

O computador bipa. Menção da Monike no facebook e e-mail de cliente.

Volto ao silêncio.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Dia 1 - Smart Fit Centro - Selfie

Eu malho na Smart Fit da Toneleiros (Copacabana). Isso todo mundo sabe.

Mas hoje eu tinha uma pendência pessoal para resolver no Centro. Não fui ao consultório / trabalhar, então, poderia ir com roupa de ginástica.

Fui, resolvi o que tinha que resolver, e voltaria para Copacabana, para ir à Smart Fit perto de casa. Mas lembrei da SF do Centro e resolvi experimentar.

Uma fila na porta me deu uma pequena palpitação e quase dei meia volta quando percebi que era a fila pra comprar quentinhas, ao lado da porta da academia. 

- Oi, boa tarde. Sou aluna de outra unidade e sou black. Só queria dar uma corridinha.
- Seu CPF, por favor.
Eu disse e a atendente (muito linda e simpática) abriu a catraca pra mim.

- Vocês têm bicicleta?
- Lá no final, no cantinho.

Adoro cantinhos, pensei.

São quatro bicicletas. Duas altas e duas baixas (com encosto, onde se pedala pra frente), como eu prefiro. Uma estava vaga. 
Guardei o livro, peguei o celular, coloquei o fone e comecei a pedalar.
Tinha um senhor de um lado (na bicicleta baixa) e um do outro (na alta). 
Eu cantei. E dancei. 
O da bicicleta alta (sem fones de ouvido) me ouviu cantar e me olhou meio espantado. 
Cantei de forma mais contida, portanto.

Bem na frente das bicicletas do canto, tem as esteiras (são muitas! Umas trinta...).
Lá na frente, na minha diagonal, uma menina corria. Roupinha estilo academia, com uma saiotinha colorida por cima da calça preta (e blusa preta, combinando). 
Tava indo tudo lindo, se ela não resolvesse tirar três selfies, com o celular ENQUANTO CORRIA.

Eu pensei:
- Como ela consegue?
- Selfie na academia, que feio.
- Que saia feia por cima da calça (a saia era micro). 
- Vou fazer careta.
E estraguei o selfie dela, com a minha careta.

[Como não lembrar do Renato Siqueira, com o vídeo que ele postou recentemente?]

Tendo em vista o selfie e a saia da moça e a minha careta, voltei a cantar animadamente.

Aí o senhor que me olhava espantado já tinha saído e chegou um rapaz para ocupar o lugar (agora vago) dele. Ele não conseguiu pedalar nem três minutos. Se atrapalhou com o pedal, com a mochila no chão, com o acento. E foi embora.
Nessas horas eu me sinto meio atleta.

Fiz 21 minutos na bicicleta, 11 km.
Gostei. Parece a bicicleta da SF Toneleiros, mas é mais moderna, e a pedalada desliza com mais facilidade.

Aí resolvi ir pra esteira. Uma daquelas trinta, né?
Fui lá pra frente, pro início da academia e escolhi uma vazia, ao lado de um rapaz com cara de simpático.
Fiquei do lado esquerdo dele e, ao meu lado esquerdo, tinha uma esteira vazia.

A esteira é mais moderna e mais estreita que a SF Toneleiros. O "piso" da esteira desliza com mais facilidade (e rapidez!) e dá pra acionar a velocidade no próprio treco onde coloca a mão. Uma beleza de modernidade.

Ah, não tem espelhos. Eu não consegui ver se eu estava descabelada, com a maquiagem borrada, ou me vendo suar loucamente.

Aí chega um rapaz do meu lado esquerdo, onde estava vazio. 
Me dá um pequeno cumprimento com a cabeça e começa a andar / correr.
Tudo lindo se ele não resolvesse correr dando socos no ar (pra frente e pros lados). 
Parecia corrida + luta.
E esse soco pro lado quase me socava. Quase. "Tá com raiva da vida, irmão?"

Tudo lindo se ele não suasse muito mais do que eu e, com os socos, o suor dele voasse na minha cara.
"Guarde seu suor pra você, mermão. O meu suor é meu. O teu suor é teu. Quero o teu não, obrigada".
Mas eu tava cantando e correndo. E era meu primeiro dia ali, não dava pra ser delegante.

Ou seja: fiz 15 minutos de esteira e saí correndo. Pra fora dali.

Como não tinha espelho, só me dei conta de que eu estava absolutamente descabelada(*) e com a maquiagem-estilo-panda quando cheguei em casa.

(*) Meu cabelo é curto e semi-encaracolado. E, quando eu malho e suo, eu passo a mão no cabelo, de baixo pra cima (o André sabe como é), e aí descabela mais ainda.

Anotações de bordo:

1. Continuar cantando.
2. Continuar fazendo caretas nos selfies alheios.
3. Gravar bem a cara do moço que corre socando o ar e ficar em uma esteira bem distante da dele.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 25

Hoje é sexta-feira. São 11h35.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel com uma bandeja em cima. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Em observação, no Espaço da Mulher - 21

Hoje é quinta-feira. São 9h05.

Estou no Espaço da Mulher, sentada em uma mesa. Na minha frente, duas cadeiras vazias. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira com minha mochila em cima. Ao meu lado direito, uma mesa com várias cadeiras.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.

O celular bipa. Whatsapp de paciente.

Volto ao silencio. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 24

Hoje é terça-feira. São 11h09.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel com uma bandeja em cima. Na minha frente, duas cadeiras vazias.

Por aqui, luzes apagadas e tudo silencioso.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Em observação, no Psicologia e Coaching - 23

Hoje é sexta-feira. São 10h35.

Estou no consultório Psicologia e Coaching, sentada à mesa. Na minha frente, duas cadeiras vazias. Ao meu lado direito, parede. Ao meu lado esquerdo, um móvel com uma bandeja em cima.

Por aqui, tudo aceso e silencioso.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Em observação, na Neide's Coifeur - 6

Hoje é quinta-feira. São 12h41.

Estou na Neide’s Coifeur, sentada em uma cadeira. Ao meu lado direito, uma cadeira vazia. Ao meu lado esquerdo, uma cadeira vazia. Atrás de mim, um grande corredor, por onde as pessoas passam.

O celular toca. Whatsapp do Bernardo.

Uma funcionária passa, carregando uma vassoura. Ela passa novamente, varrendo o chão, com a vassoura e pano. É branca, magra, baixa, cabelo preto, liso, preso num coque. Veste calça preta legging, blusa preta do uniforme da Neide’s Coiffeur e sandália bege.

Uma funcionária pára ao meu lado esquerdo.

- É.

Sai do meu lado esquerdo. É mulata, gordinha, baixa, cabelo curto, castanho claro, preso em um rabo de cavalo. Veste calça legging preta, blusa preta do uniforme da Neide’s Coiffeur e sapatilha preta. Ela senta na cadeira ao meu lado esquerdo e mexe em um celular da LG. Coloca o celular no ouvido e levanta e fica de pé, ao meu lado esquerdo. Senta novamente. Pega um papel e uma caneta em uma bolsa. Ela fala ao celular, mas não consigo ouvir o que ela diz.

Uma funcionária passa. É branca, magra, baixa, cabelo preto, liso, preso num coque. Veste calça preta legging, blusa preta do uniforme da Neide’s Coiffeur e sandália bege.

- Peraí que eu vou ligar pra ti. Tchau. Tá, tá doente. Não sei. Tá. Tá bom. Tchau.

A funcionária sentada ao meu lado esquerdo desliga a ligação do celular, mas continua mexendo nele. Coloca no ouvido. Se olha no espelho. Tira do ouvido, e fica mexendo no celular. Coloca novamente no ouvido. Tira do ouvido e fica mexendo nele. Está no whatsapp. Coloca no ouvido. Tira do ouvido e fica mexendo nele. Coloca no ouvido novamente. Fala ao celular.

- Tia? Oi, deixa eu te perguntar. Você sabe... (...) Aí eu queria saber o nome. (...) Tou anotando. Ume. Nitro N 1. Hã? Ah, tá. N 1. Aham. Aham. (...) Ah, que legal. Tá, é Itro 1. (...)

Anota algumas coisas em um papel.

Uma funcionária passa. É branca, magra, baixa, cabelo preto, liso, preso num coque. Veste calça preta legging, blusa preta do uniforme da Neide’s Coiffeur e sandália bege.

- Tem outro? Hum, tá. Isso é o que? Ah, entendi. Isso é da... (...) Não sei, mas me dá outro?

Uma funcionária passa. É mulata, baixa, gordinha.

- De interessante. (...) Hum... entendi.

Uma funcionária passa. É mulata, baixa, gordinha, cabelo preto, liso, curto.

Uma funcionária passa. É branca, alta, magra, cabelo loiro, comprido, liso.

Moisés passa.

- Ah, então vou ligar pra ela. Tá, vou falar com ela. Anotei. Tá bom. Tá. (...) Então é o Juan e o Mauro. Tá. Hã? Tá. Uhum. Tá.

Uma funcionária passa. É mulata, alta, magra, cabelo curto, encaracolado. Veste calça preta, blusa branca.

- Aham. Uhum.

Duas funcionárias passam.

- Tá, ela não sabe o nome. Tá bom.

Uma funcionária passa.

- Tá, entendi. Você não sabe o nome, né, tia, desse? Tá. Tá bom. É. Tá. Entendi. É, falei. [Ela ri]. Pois é. [Ela ri]. Pois é. [Ela ri] Tá bom. Só o nome então. O nome dele. É.

Moisés passa e fica.

- Eu vou dar uma puxadinha e vou deixar mais um pouquinho, tá, amoré?

- Tá bom.

Ele mexe no meu cabelo.

- Ótimo. Ótimo. E o nome?

Moisés ajeita meu cabelo e passa.

Uma cliente passa. É branca, alta, magra, cabelo curto, vermelho.

- Tá bom. Tá bom então. Tá. Beijinho. Hã? Não, do shopping, não?

Uma cliente passa. É mulata, alta, magra, cabelo castanho claro, liso, curto, preso num rabo de cavalo. Veste calça jeans preta e blusa vinho de manga comprida.

Uma cliente passa.

A funcionária que estava sentada ao meu lado esquerdo levanta e passa.

- Tá bom.

Moisés passa e pára ao meu lado direito. Ele é mulato, magro, alto, cabelo preto, curto. Veste calça jeans, blusa preta, do uniforme da Neide’s e tênis preto. Ele passa novamente.

Uma funcionária passa.

Moisés passa.

- Kelly, a comida chegou.

Uma funcionária passa.

Uma funcionária passa.

Moisés e uma funcionária passam.

Uma funcionária passa. É mulata, baixinha, gordinha, cabelo preto liso, curto.

Moisés passa.

- Por enquanto eu não sei.

Moisés passa mexendo no celular.

Uma funcionária passa, carregando a bandeja de colocar os pés para fazer unha.

Uma funcionária pára ao meu lado esquerdo e pega alguma coisa. Ela passa atrás de mim. É mulata, gordinha, baixa, cabelo encaracolado, castanho claro, preso em um coque. Veste calça legging preta, blusa preta do uniforme da Neide’s Coiffeur e sapatilha preta. Ela passa novamente.

Um funcionário passa, mexendo numa caixa de tinta para cabelo.

(...)

Moisés, agora, está atrás de mim,cortando meu cabelo.


- Luana, aqui atrás eu posso tirar até o limite da nascente?