quarta-feira, 12 de abril de 2017

Agildo

Sobre labirintos...

Eu vi uma foto no Facebook de um amigo.
A foto me fez refletir (e eu não refleti tudo ainda, mesmo terminando o texto).
A legenda que ele colocou, idem.

Os labirintos, eles existem em nossa vida.
Na pessoal, na profissional e, sobretudo, dentro de nós.

Eu te faço a pergunta: achar a saída do labirinto é a sua meta? Se livrar do labirinto da vida?

E eu faço uma confissão: eu tenho mais perguntas que respostas. Pra você, pra mim. Mas vamos pensar... - e sentir (que é mais difícil)...

Digamos que a vida seja (esteja?) um labirinto. Caminhos não lineares. Paredes. Curvas. Ângulos. Onde você acha que há uma saída, há uma parede, e outra, e outra.

O labirinto te diz: olhe para si, não para mim. 
Onde está você nessas paredes? 
As paredes são (estão?) paredes. Não espelhos.
O espelho é o seu olho, que olha pra fora-e-pra-dentro.

Achar a saída do labirinto é consequência, portanto. 
Achar as paredes e os caminhos e as entradas e saídas de si mesmo é que é a chave.

Existem as pessoas agressivas. Ou determinadas. Ou focadas.
[E, quando falo "agressivas", não significa que seja algo ruim. Neste caso, a "agressividade" está linkada à decisão, à firmeza, ao "sangue no olhar"].

E, quando não se acha caminhos, cria-se caminhos?
Abre caminhos com marretas?

"Já que aqui não há, crio eu"?
E se a parede estava ali por um motivo? Até para ser olhada?
E se a parede é muito mais do que uma parede?

Agildo, o moço da foto, é um cara confiante. Encara os obstáculos que, porventura, apareçam pelo seu caminho, de forma "determinada" [não sei se é determinada, por isso as aspas].

Agildo desejava passagem. Desejava caminhos.
Os seus caminhos. Não os já abertos.
Os caminhos já abertos não são lineares; e, portanto, não-fáceis.

Agildo, no entanto, munido de coragem, com a sua picareta [ele não é picareta; a sua ferramenta o é], abre os caminhos por entre outros caminhos. Seriam atalhos? Seriam planos B?

As perguntas que faço pra Agildo são:
[Lá atrás eu disse que tinha mais perguntas que respostas...]

- Agildo, quem é você?
- Agildo, que caminho você quer?
- Agildo, você quer a saída do labirinto ou a sua saída?
- A sua saída, Agildo, te leva aonde?
- E sem picareta, como seria, Agildo?
- Perder-se no labirinto, Agildo, e permitir-se a perda-de-si-mesmo para achar-se nos caminhos... já construídos (ou a construir) é aterrorizante?
- Com a sua picareta, você chegou? Onde, Agildo?
- Qual o seu caminho dentro de si mesmo, Agildo? É com picareta que você chega nele?

[Eu sou Agildo. E sou a Inércia.
Eu sou a parede.
E sou a picareta.
E sou os caminhos. E paredes. E entradas. E saídas.
E sou o encontro. E a perda].

É... Agildo... né fácil caminhar não, cara...

(*) Agradecimento especial ao Renato Siqueira.
Por nomear o Agildo.
E postar a foto.
E me permitir (me) descrevê-lo.

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