sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Em observação, no Criar-se


Hoje é sábado. São 9h43. Estou no CRIAR-SE, em Botafogo, aguardando a aula começar.

Estou numa sala ampla, sentada no chão. Ao meu lado direito, um sofá vermelho vazio. Ao meu lado esquerdo, mais almofadas no chão (estou sentada sobre uma delas).

Na minha frente, uma série de almofadas, também, e, em um sofá vermelho, onde uma moça também aguarda. Ela veste calça jeans, blusa rosa, casaco marrom. É mulata, alta, um pouco gordinha. Tem o cabelo bem cacheado, preso. Ela lê uma revista, séria. Tem os pés cruzados, no chão. Ela folheia a revista, séria, sem tirar os olhos nem fazer contato visual comigo. Funga.

A campainha toca.

A moça levanta e vai abrir à porta.

- Ui, que susto.

- Ela desceu, né?

- Você vai lá abrir?

- Vou.

- Obrigada.

Ela levanta e vai até a porta, abrir. Ela retorna e senta no mesmo local.

Outra moça entra.

- Bom dia.

- Bom dia.

- A gente passa de ônibus, de carro, nem vê, né?

- A gente olha de cima, é lindo, né?

- É... lindo.

A moça que abriu a porta volta a sentar no mesmo sofá e fica lendo a mesma revista, séria. Ela, agora, fala com alguém no telefone.

A moça nova que, entrou veste calça beje, blusa preta e casaco jeans. É branca, magra, e tem cabelos lisos, meio avermelhados. Ela está sentada na minha frente, numa dessas almofadas.

- Oi amiga. Tudo bem? Você vem a palestra, não? Ah, achei que fosse te encontrar... Ah, não, eu consegui lá alguém pra me escalar. A Bete já está aqui. Não, ainda não. Começa às 10h. Eu cheguei 9h10, 9h15. Mas o pessoal tá chegando, devagar. Depois eu te conto. O Elton conta. Tá bom, amiga. Beijo, tchau.

Entrou um rapaz, também e sentou na minha frente.

A professora chegou, vou fechar aqui.

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