segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Em observação, no Centro Cultural Caravelas - 4

Hoje é terça-feira. São 12h03.

Estou no Centro Cultural Caravelas, esperando minha consulta.

Estou sentada em um sofá, na recepção. Na minha frente, dois puffes e um aparador, com panfletos. Do meu lado esquerdo, um bar e as salas (e a escada, que dá acesso a outras salas). Do meu lado direito, a Nayllana (*), na recepção.

O telefone toca. Nayllana (*) atende.

- Centro Cultural Caravelas, bom dia. É. Oi, meu bem. Tudo bem. Eu. Quem que vai fazer? Ah, é? Ai, caramba. Nossa. Ah, foi três? Eu liguei uma vez só, meu Deus do céu. Será que eu liguei três? Não, é o seguinte. Quando é que o Evandro (*) volta? Tá. Então amanhã ele não vem. Ele pode vir quinta? É que amanha não, ele só vem quinta. Mas ele não pode em horário nenhum na quinta? É. Ah, tá. Não, tudo bem. Então eu falo com ele e ele vem na próxima quarta então. É que eu tou ajeitando a agenda. Ah, tá. Mas ele nem. Não, você tá falando do Sérgio (*), né? Ah, tá. Não, a sala não é isso não. Lembra que a gente já tinha feito as contas? É. Ah, então tá bom. É. Ele não comentou nada não. Ah, tá tudo bem, querida, graças a Deus. Estou esperando o ano começar. Eu dependo de vocês pro ano começar. Ah, fala sério. Vai. Então vou te dar até 2015. Pelo visto... ah... quem? Já, já. Já voltou. Só não voltou você. Acho que tem alguém. É. O pessoal tá chegando. Tá chegando, tá chegando. Tá? Só em fevereiro, né? Tá bom. Então bom descanso, se você não aparecer pra tomar um café. A preguiça não deixa, né? Ah, é? Que bom. Ah, que bom. É, né? É, pode pegar o resultado pela internet. É. Você tá certa. você tá certa. vai pra onde? Ah, tá. Ah, legal. Tá bom então. É bom. É bom mesmo. Vai passar o carnaval lá? Também. Tou sentindo falta pra caramba. Aquela sensação que ta faltando alguma coisa. Mas tudo bem. Então tá, querida. A hora que você puder, dá uma passada aqui, se der. Então tá, querida. Um beijo, e melhoras pro teu filho, tá? É, né? Tão novo... Ah, tá. Ele só rompeu, né?

A campainha toca.

Nayllana (*) continua no telefone.

- Nossa mãe.

O rapaz vem até a recepção e passa por mim e sai.

Nayllana (*) continua no telefone.

Fui chamada. 

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