quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Em observação, no consultório (Centro) - 10

Hoje é quinta-feira. São 14h50.

Estou no consultório do Centro, sentada na recepção, esperando a paciente de 15h30.

Estou ouvindo que estão atendendo lá dentro e, por isso, não sei em qual das salas está acontecendo o atendimento e não quis entrar, para não atrapalhar o atendimento alheio.

Na recepção, ao meu lado esquerdo, um filtro e o som, e a porta de vidro, que dá acesso ao hall dos elevadores. Do meu lado direito, o corredor que dá acesso às salas. Na minha frente, um pequeno balcão, com uma cadeira. Por aqui, luzes acesas, portas fechadas e o som, do rádio, que ocupa o silêncio do local.

Meu celular toca.

- Luana, boa tarde. Oi, Carlos. Tudo. Isso, 249. Isso, do lado do colégio. É uma vila. Isso, 249. Isso mesmo. Nada. Tchau. Boa sorte.

Volto para o som que toca, que ocupa o silêncio do local.

Meu celular bipa. E-mail da Cinara.

Volto para o som que toca, que ocupa o silêncio do local.

Meu celular bipa. Whatsapp da paciente.

Volto para o som que toca, que ocupa o silêncio do local. A rádio está sintonizada na JB FM.

(...)

Agora são 15h08. Estou na sala de atendimento, na poltrona.

Por aqui, portas e janelas fechadas, e luz acesa. Volto ao silêncio habitual, apenas com o barulho do ar condicionado ligado.

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